Alexander Louzada

Aplicativo e central municipal de atendimento para mulheres em situação de violência doméstica

Papel
Idealizador e arquiteto
Período
2024–2025, nova versão em desenvolvimento
Empresa
Um produto da Starnorte
Site
proelas.com.br
Tela inicial do aplicativo ProElas, com a rede de proteção e os principais recursos.
Minha Rede, com as pessoas que a protegem.
Cheguei bem, o aviso que ela manda antes de voltar sozinha.
Informações sobre direitos e apoio.

Quando uma mulher pede ajuda pelo ProElas, as pessoas em quem ela confia e a central do município ficam sabendo na mesma hora, com a localização dela. Prefeituras adotam o ProElas e operam a própria central. Idealizei o produto e desenhei a arquitetura na Starnorte em 2024 e 2025. Uma nova versão está em desenvolvimento.

Para quem é

Quem contrata são prefeituras e consórcios, em geral pelas secretarias da mulher, de assistência social ou de segurança. Programas do Estado e do Governo Federal podem levar o ProElas junto com os municípios.

Quem usa é a mulher, as pessoas que ela escolheu para protegê-la, os operadores da central do município e as equipes de campo, como a Patrulha Maria da Penha e a guarda municipal.

O problema

Em casos de violência doméstica, quando cada pessoa age por conta própria, o tempo se perde entre ligações e recados. A central não sabe quem já está a caminho, e a família não sabe o que a central fez.

Muitas vezes, a primeira pessoa a chegar é alguém da família ou da vizinhança. O ProElas põe essas pessoas no atendimento junto com as equipes do município.

Meu papel

Idealizei o ProElas e desenhei a arquitetura: como o aplicativo da usuária, a central do município e o aplicativo do agente acompanham juntos cada atendimento. A Starnorte desenvolve os três e cuida da implantação e do treinamento em cada município.

Um pedido de ajuda, etapa por etapa

  1. Ela pede ajuda

    Ela pede ajuda pelo aplicativo, de forma rápida e discreta. A localização vai junto e continua sendo atualizada.

  2. A rede e a central ficam sabendo

    As pessoas da rede dela recebem o alerta no celular. Na central, o pedido aparece no mapa, com aviso sonoro.

  3. Alguém assume o caso

    Uma operadora fica responsável pelo caso, e o resto da equipe vê quem cuida de cada um.

  4. Um agente vai até ela

    O agente de campo recebe o caso no aplicativo, com a posição atualizada dela. A central acompanha o trajeto.

  5. Quem está perto também ajuda

    Uma pessoa da rede avisa que está a caminho, e a central passa a saber onde ela está.

  6. O caso fica registrado

    Cada passo entra no histórico. Ela acompanha pelo aplicativo, e a gestão ganha dados para planejar.

Três ferramentas

O aplicativo da usuária

Celular

  • Pedido de ajuda com a localização, de onde ela também pode ligar para a polícia ou para o SAMU.
  • Rede de proteção: ela escolhe quem é avisado, como a mãe, uma amiga ou uma vizinha.
  • Cheguei bem: antes de voltar sozinha para casa, ela avisa a rede; se a chegada não for confirmada, a rede e a central recebem o alerta.
  • Registro de ocorrência com fotos e áudio, feito quando ela estiver em segurança, e acompanhamento do que a central fez.
  • Informações sobre direitos, como denunciar e onde buscar acolhimento, publicadas pela própria secretaria.
  • Recursos de discrição para quem pode estar sendo vigiada, que o material público não descreve.
Tela de acesso do aplicativo ProElas num celular.
Registro de ocorrência, feito quando ela estiver em segurança.

A central do município

Navegador

  • O mapa da cidade com os pedidos de ajuda, os atendimentos em andamento e as equipes em campo na mesma tela.
  • Todo atendimento tem um operador responsável. A coordenação distribui o plantão e vê o que está sem dono.
  • A central orienta a equipe de campo e a rede de proteção pelo próprio sistema, sem ligações nem grupos de mensagem.
  • Relatórios por período e por bairro para a política pública.

O aplicativo do agente

Celular

  • O agente vê para onde ir, conversa com a central durante o trajeto e registra o atendimento com fotos.
  • O relatório chega à coordenação quando ele volta à base.
O agente conversa com a central durante o atendimento.
O roteiro de atendimento do agente.

Perfis

  • A usuária, a mulher protegida
  • Guardiões, as pessoas da rede de proteção
  • Operadores da central
  • Coordenação
  • Gestão do município
  • Agentes de campo

As decisões e o porquê de cada uma

A família faz parte do atendimento.
Parentes e vizinhos muitas vezes chegam primeiro. O ProElas avisa essas pessoas pelo próprio aplicativo e mostra à central quem está a caminho.
Um responsável por caso.
Cada caso tem um operador a partir do momento em que alguém o assume. A coordenação vê os casos que ninguém assumiu ainda e os distribui.
Feito para uso sob pressão.
Muitas mulheres usam o ProElas com o agressor por perto. O aplicativo é simples de usar nessa situação e tem recursos de discrição. O material público, esta página incluída, não explica como eles funcionam.
Cada município opera a própria central e cuida dos próprios dados.
Um município pode adotar o ProElas sozinho ou dentro de um programa do Estado ou do Governo Federal, e os dados ficam com o município que os coletou.

Como um município começa

A implantação começa pela configuração das secretarias, dos telefones úteis e do conteúdo do aplicativo. Depois vêm o cadastro da equipe e o treinamento de cada perfil com material ilustrado, e a Starnorte acompanha os primeiros plantões.

Situação

O ProElas foi usado em 2024 e 2025. Uma nova versão está em desenvolvimento. O site do ProElas não publica números de uso nem nomes de municípios, e esta página também não.

Quem está por trás

O ProElas é um produto da StarNorte Tecnologia e Projetos, empresa que cofundei em 2023.

  • StarNorte Tecnologia e Projetos

    Desenvolve o ProElas e cuida da implantação e do treinamento em cada município.

Em perigo agora, ligue 190. Central de Atendimento à Mulher: 180, gratuito e 24 horas.

O ProElas é um produto da Starnorte. Sobre a Starnorte

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